[mediato]
i
Plataforma de investigação teatral
e tecnológica
Estudos e recursos
Esta secção reúne um conjunto de materiais de apoio à investigação, criação e reflexão crítica nas áreas do teatro, média-arte digital, arquivo e Humanidades Digitais. Este espaço agrega estudos académicos, entrevistas, documentos metodológicos, instrumentos de investigação, recursos pedagógicos e materiais associados a processos de criação artística.
Mais do que um repositório documental, esta secção pretende funcionar como um espaço de circulação e partilha de conhecimento, promovendo o acesso aberto a conteúdos relevantes para investigadores, estudantes, artistas, programadores culturais e público interessado em processos de criação teatral e arquivos.
Os [Recursos Imediatos] encontram-se em atualização contínua, acompanhando o desenvolvimento da plataforma e das investigações associadas ao projeto i[mediato].
[Artigos]
[A [tentativa de] prática arquivística das companhias de teatro em Portugal: resultado de um inquérito sobre a genética teatral, arquivos e financiamentos]
Ferreira, R. (2026) [Projeto ARTHE - Arquivar o Teatro] <português PT> <E-Book>
<Arquivos> <Genética Teatral> <Financiamentos Públicos> <Companhias de Teatro em Portugal>
O presente artigo apresenta os resultados de entrevistas realizadas a entidades de criação teatral em Portugal, com o objetivo de mapear o estado atual dos seus arquivos e as práticas de documentação dos respetivos processos criativos. A investigação teve como principais objetivos compreender de que forma estas entidades conservam registos físicos e digitais das suas criações, bem como aferir a acessibilidade e disponibilidade desses materiais para efeitos de investigação científica. Os dados obtidos revelam que uma parte significativa dessas entidades afirma dispor de arquivos organizados, embora frequentemente apenas relativos a algumas das suas criações. A forma de organização desses arquivos é bastante heterogénea, sendo utilizados suportes diversos, nomeadamente websites institucionais, pastas de computador, dispositivos externos e documentos em papel. No entanto, observou-se que os arquivos disponibilizados em websites institucionais se limitam, na maioria dos casos, a sinopses dos espetáculos, acompanhadas das respetivas fichas técnicas e artísticas, e de algumas imagens e/ou vídeos promocionais (teasers). Embora estas páginas online possam ser úteis enquanto instrumentos de divulgação, não devem ser consideradas arquivos teatrais do ponto de vista documental.
[Vídeo-performance: um corpo plugado num artefato de mídia-arte digital artivista]
Ferreira, R. (2025) [Estado da Arte - Revista de Artes Visuais] <Português BR>
<Artefato de mídia-arte digital> <vídeo-performance> <pós-humanismo> <artivismo> <crise climática>
Este artigo tem como objeto de estudo um artefacto de média-arte digital intitulado por "Dão água aos mortos que já não têm sede", que combina a vídeo-performance com uma instalação multissensorial para se refletir sobre a atual crise climática. O processo de criação do artefacto abraçou a metodologia a/r/cográfica (Veiga, 2021), acompanhado por um Diário Digital de Bordo onde foram registadas todas as etapas do processo criativo. Neste estudo, o espectro do artefacto expande-se para as múltiplas realidades do corpo, conforme descritas por Santaella (2003), pensando o corpo do performer, nesta vídeo-performance emoldurada na instalação, como um corpo plugado integrado numa narrativa visual e sonora. A instalação é realçada pela transição de paisagens naturais para a desolação ambiental em sete ecrãs que intensificam a carga emocional da obra. A componente física do artefacto, que contém materiais como plástico e palha, envolve os espetadores numa experiência visual, tátil e olfativa, reforçando a conexão humana com a tecnológica na abordagem de temas ambientais. Este projeto artístico funciona como uma manifestação artivista e desafia as perceções do público sobre a relação entre o humano e o meio ambiente, sublinhando a urgência de ações sustentáveis.
[A Ação Estética Performativa e Narrativa Teatral em Ambiente Digital: Reflexões em Torno da 20.ª Edição do Festival Anual de Teatro Académico de Lisboa e da Produção de um Artefacto de Media Art Digital]
Ferreira, R. 2024 [Vista - Revista de Cultura Visual] <Português PT/Inglês>
<vídeo> <cinema> <vídeo-performance> <ciberperformance> <artefacto de media art digital>
Este artigo explora a ação estética e performativa em contexto digital e foca na análise da influência dos dispositivos digitais na narrativa performativa teatral, tanto em contexto de criação como em contexto de exibição. O estudo abarca as produções da 20.ª edição do Festival Anual de Teatro Académico de Lisboa, apresentadas online durante a pandemia da COVID-19, e a produção de uma vídeo-performance criada especificamente para um artefacto de media art digital, visando compreender os fenómenos estéticos da transição da performance física para o espaço digital. Metodologicamente, este artigo traça uma breve contextualização histórica do recurso ao vídeo como registo e elemento estético de performances teatrais e contextualiza as três linguagens artísticas convocadas para este estudo — vídeo, cinema e performance —, bem como as suas influências nas produções do festival. Para além da observação dos signos sensoriais que emergem da experimentação do cruzamento entre a performance, o vídeo e as artes plásticas, no quadro da vídeo-performance do artefacto, este estudo analisa essa mesma performance, bem como as performances do festival, a partir da grelha do cruzamento dos agentes e dos vetores da ciberperformance, de Pedro Veiga (2022), reapropriada e expandida a esta investigação.
[Teses e dissertações]
[Interseções entre a média-arte digital e o teatro português no século XXI]
Ferreira, R. (2026) [Tese de Doutoramento] <português PT>
<média-arte digital> <teatro> <tecnologia> <vídeo> <genética teatral> <arquivo teatral>
A progressiva incorporação de tecnologia na criação teatral em Portugal tem produzido transformações significativas nos planos estético, técnico e epistemológico, configurando um campo de prática e reflexão marcadamente transdisciplinar. Esta reconfiguração incide não apenas sobre os modos de produção artística, mas também sobre as formas de receção e fruição do espetáculo. Embora o cruzamento entre a média-arte digital e o teatro constitua já uma realidade consolidada em diversas estruturas artísticas, a sua problematização sistemática permanece incipiente no contexto académico português, particularmente no que concerne à análise dos processos criativos que articulam dispositivos tecnológicos, dramaturgia e composição cénica. A presente investigação desenvolve um estudo aprofundado sobre a incorporação de ferramentas digitais no teatro desde o início do século XXI, centrando-se nas práticas e testemunhos de artistas de teatro e de vídeo. Procurou-se mapear e caraterizar experiências em que o vídeo e os dispositivos tecnológicos não desempenham uma função meramente ilustrativa, mas assumem um papel estruturante na construção da imagem cénica, na organização espacial, na gestão da temporalidade e na redefinição da relação com o espetador.Metodologicamente, o estudo inscreve-se no domínio da genética teatral, entendida como desenvolvimento da crítica genética aplicada aos processos de criação performativos. A análise de documentos de trabalho e a observação de um processo de criação permitiram compreender a tecnologia como extensão do corpo, do espaço cénico e da narrativa teatral. Ao articularmos o enquadramento teórico internacional com exemplos teatrais nacionais, a investigação contribui para a consolidação deste campo de estudo emergente em Portugal.
[O Último Tarahumara]
Ferreira, R. (2021) [Trabalho de Projeto de Mestrado]
<Português PT>
<performance> <Antonin Artaud> <tarahumaras> <corpo-sem-órgãos> <teatro da crueldade>
O presente relatório aborda o processo de criação da performance “O Último Tarahumara”, cuja estreia teve lugar no Fórum Grandela em maio de 2021. O resultado deste projeto performativo é marcado pela oposição ao “textocentrismo” e guiou-se por um conjunto de referências teóricas sobre a “declaração de guerra contra os órgãos”, por Antonin Artaud (1947), e pela prática do “corpo-sem-órgãos” de Deleuze e Guattari (1972). Também se moldou pelas intenções com que Artaud tencionava renovar o teatro ocidental europeu. Essas mesmas intenções já o tornavam o grande percursor da Arte da Performance, o que se veio a consolidar no final da década de 60. Artaud conduziu o então paradigma da performance enquanto ação, potência e, sobretudo, presença de corpo. Neste projeto prático o corpo com a sua potência não se torna apenas uma realidade externa observável, controlável ou mensurável. O meu corpo, enquanto performer, criou novos mundos e desterritorializou ações do quotidiano. Toda a conceção desta performance passou por um processo de pesquisa corporal na desconstrução de um corpo moldado à sociedade e que se constrói noutro corpo abstrato a partir de ações do quotidiano – construção de um corpo-sem-órgãos. A par de excertos de textos de Artaud, presentes em Para acabar de vez com o juízo de deus seguido de O Teatro da Crueldade (Artaud, 1975), o objetivo foi colocá-los, enquanto signos textuais, ao mesmo nível dos signos corporais e plásticos, assim como desconstruir as categorias hierárquicas tradicionais do teatro que Artaud propôs.
[Entrevistas]
[Entrevista com a videasta de de Terra de Fogo - Tiago Moura]
Ferreira, R. (2026) [Recurso da tese]
<Português PT>
<4 de maio de 2026>
A entrevista a Tiago Moura revela-se particularmente pertinente para compreender o papel do vídeo em Terra de Fogo, sobretudo enquanto dispositivo dramatúrgico, técnico e performativo. O seu testemunho evidencia como a imagem em movimento participa ativamente na construção cénica, através do uso de chroma key, captação em close-up e manipulação de miniaturas em tempo real.
Mais do que um recurso ilustrativo, o vídeo surge no espetáculo Terra de Fogo (2026) como mecanismo de mediação e ampliação da perceção, criando uma segunda camada de visibilidade que transforma objetos, corpos e ações em matéria visual e cinematográfica. A entrevista permite, assim, compreender como o trabalho do videasta contribui para a dimensão intermedial do espetáculo e para a articulação entre teatro, documento e videarte
[Entrevista com a cenógrafa e figurinista de Terra de Fogo - Ana Paula Rocha]
Ferreira, R. (2026) [Recurso da tese]
<Português PT>
<17 de abril de 2026>
A entrevista a Ana Paula Rocha assume particular relevância para a compreensão dos processos de criação de Terra de Fogo, na medida em que o seu percurso evidencia uma prática artística marcada pela transversalidade entre teatro, cinema, ensino e intervenção comunitária. Tendo iniciado a sua formação na área da moda, cedo percebeu a necessidade de procurar um campo mais aberto à experimentação criativa, ingressando na Escola Superior de Teatro e Cinema, onde encontrou o seu caminho artístico; mais tarde, aprofundou essa formação com a licenciatura e o mestrado em Teatro e Comunidade.
[Entrevista com a assistente de cenografia e figurinos de Terra de Fogo - Madalena Cáceres]
Ferreira, R. (2026) [Recurso da tese]
<Português PT>
<17 de abril de 2026>
A entrevista a Madalena revela-se particularmente pertinente para compreender os processos materiais e visuais de Terra de Fogo, incidindo sobre os domínios da cenografia e dos figurinos. Com percurso iniciado nas Artes Visuais e posteriormente aprofundado através da licenciatura em Design e Produção de Moda, desenvolveu um interesse específico pela criação de figurinos, alargando depois a sua prática à cenografia. A colaboração com Ana Paula Rocha, enquanto assistente de figurinos e cenografia, constituiu o ponto de entrada no trabalho com a Hotel Europa, tendo participado anteriormente em O que é que os meus pais fazem quando não estão comigo?. O seu testemunho evidencia como, em Terra de Fogo, mesmo tratando-se de um projeto documental e politicamente comprometido, existe espaço para experimentação cénica e para a construção de dispositivos visuais interativos, gerando uma tensão produtiva entre a gravidade temática e a dimensão lúdica ou sensorial do espaço performativo.
[Entrevista com o criador musical de Terra de Fogo - Pedro Salvador]
Ferreira, R. (2026) [Recurso da tese]
<Português PT>
<6 de abril de 2026>
A entrevista a Pedro Salvador integra-se no conjunto de testemunhos recolhidos para compreender os processos de criação de Terra de Fogo, incidindo em particular sobre a construção sonora e musical do espetáculo. Compositor, intérprete, sound designer e diretor musical, o seu percurso artístico iniciou-se com o estudo da guitarra aos 15 anos, momento que identifica como decisivo na descoberta da sua vocação. Posteriormente, a participação num grupo de teatro amador em Santarém, sua terra natal, aproximou-o do universo do espetáculo e conduziu-o, em 2002, à licenciatura em Estudos Teatrais na Universidade de Évora. Em 2009, iniciou a sua colaboração com a coreógrafa Madalena Victorino, parceria que se prolonga até ao presente e que abriu caminho ao trabalho com diversos criadores.
[Entrevista com André Godinho sobre o cruzamento entre audiovisuais e teatro]
Ferreira, R. (2025) [Recurso tese] <português PT>
<10 de janeiro de 2026>
A entrevista a André Godinho revela-se relevante para o estudo das interseções entre cinema, teatro e criação vídeo no contexto performativo contemporâneo português. Formado na Escola Superior de Teatro e Cinema, onde iniciou um percurso distinguido no campo cinematográfico, aprofundou também a sua formação no documentário e consolidou uma prática autoral que cruza realização, direção de vídeo, interpretação e cocriação. Para além do trabalho desenvolvido no cinema e na televisão, tem colaborado de forma consistente com estruturas teatrais de referência, como o Teatro Praga e a Cão Solteiro, afirmando-se num território intermedial em que imagem projetada, corpo e dramaturgia se articulam de modo estrutural. O seu testemunho permite, assim, enquadrar uma trajetória marcada pelo diálogo entre mediação audiovisual e presença cénica, evidenciando o papel do vídeo na configuração das linguagens performativas contemporâneas.
[Entrevista com André Amálio sobre a Companhia de Teatro Hotel Europa e o início do processo de Terra de Fogo]
Ferreira, R. (2025) [Recurso tese]
<Português PT>
<12 de dezembro de 2025>
A Hotel Europa é uma companhia teatral fundada por André Amálio e Tereza Havlíčková, cuja prática artística se situa na interseção entre teatro, performance e investigação documental. O seu trabalho caracteriza-se pela utilização de testemunhos, arquivos e histórias reais, frequentemente abordando temas como memória histórica, identidade, política e questões sociais contemporâneas. A companhia desenvolve processos de criação baseados em investigação prolongada, incluindo entrevistas, trabalho de campo e recolha de materiais documentais, que são posteriormente integrados na dramaturgia. A incorporação de dispositivos audiovisuais — como vídeo, registo documental e media digitais — assume um papel relevante, contribuindo para a construção de uma linguagem cénica híbrida, onde a dimensão documental e performativa se articulam.
Neste contexto, a Hotel Europa afirma-se como uma estrutura representativa das práticas contemporâneas que cruzam criação artística e investigação, evidenciando o potencial da incorporação de média-arte digital no teatro português.
[Recursos imediatos]
Genética teatral
[Conceitos base em torno da genética teatral, acompanhamento de processos de criação e questões éticas]
Ferreira, R. (2026) [Recurso imediato] <português PT>
Este documento consiste num recurso metodológico digital dedicado à sistematização de conceitos base associados à genética teatral, ao acompanhamento de processos de criação e às questões éticas envolvidas na investigação em contexto artístico. Estruturado em diferentes núcleos temáticos, o documento reúne definições operativas, traços característicos, exemplos de evidências e procedimentos aplicados ao estudo dos processos criativos no teatro contemporâneo. O recurso aborda noções como processo criativo, antetexto, dossiê genético, work in progress, observação participante, triangulação de fontes, protocolos éticos, gestão de dados e arquivo, articulando dimensões conceptuais e práticas. Destina-se a apoiar investigadores, estudantes, artistas e estruturas culturais interessados em metodologias de documentação, observação, preservação e análise processual no teatro.
[Grelha de registo de ensaios]
Proust, S. (2021) [Recurso imediato]
<Português PT>
A Grelha de acompanhamento de ensaios teatrais, traduzida e adaptada a partir do trabalho de Sophie Proust*, constitui um instrumento metodológico destinado à observação, registo e análise sistemática dos processos de criação em contexto teatral. Estruturada segundo uma lógica processual, a grelha permite acompanhar as diferentes fases do trabalho — desde as primeiras formulações conceptuais até à apresentação pública — captando a evolução das decisões artísticas, das dinâmicas colaborativas e das transformações materiais do espetáculo. Organizada em categorias analíticas, a grelha contempla dimensões como a dramaturgia, a encenação, o trabalho dos intérpretes, os dispositivos técnicos (luz, som, vídeo), bem como os contextos de produção e as interações entre os diferentes intervenientes. Inclui ainda campos destinados ao registo de observações qualitativas, permitindo documentar ensaios, improvisações, experimentações e momentos de reconfiguração do processo criativo. Enquanto instrumento de trabalho, esta grelha apresenta um carácter flexível e adaptável, podendo ser ajustada em função das especificidades de cada projeto, processo criativo, equipa artística ou objetivo de investigação. A sua estrutura não deve, por isso, ser entendida como fechada ou rígida, mas antes como uma base metodológica suscetível de reformulação, ampliação ou simplificação, de acordo com os contextos em que venha a ser utilizada.
*Proust, S. (2021). De l’usage concret de la prise de notes dans les répétitions. In B. Boisson, M. Denizot, & S. Lucet (Eds.), Fabriques, expériences et archives du spectacle vivant (pp. 369–400). Presses Universitaires de Rennes.
[Protocolo Ético e Deontológico]
Ferreira, R. (2026) [Recurso imediato]
<Português PT>
Disponibilizam-se nesta secção dois documentos desenvolvidos no âmbito da investigação de doutoramento Interseções entre a média-arte digital e o teatro português no século XXI (Ferreira, 2026): o Protocolo Ético e Deontológico e a Declaração de Consentimento Informado. Ambos os instrumentos foram concebidos para enquadrar práticas de investigação com participantes humanos, particularmente em contextos artísticos, criativos, performativos e de trabalho de campo, assegurando padrões elevados de integridade científica, transparência metodológica e respeito pelos direitos individuais.
O Protocolo Ético e Deontológico estabelece princípios orientadores relativos à autonomia dos participantes, confidencialidade, proteção de dados, direitos de autor, gestão de riscos, responsabilidade investigativa e boas práticas na recolha, tratamento e divulgação de informação. Já a Declaração de Consentimento Informado formaliza a participação livre e esclarecida dos intervenientes, clarificando objetivos, procedimentos, potenciais utilizações dos dados e direito de desistência.
Estes documentos resultaram de aplicação prática em contexto de investigação académica e são agora disponibilizados como recursos de apoio para investigadores(as), estudantes, artistas, estruturas culturais, instituições de ensino superior e outras entidades interessadas em desenvolver projetos com enquadramento ético rigoroso. Poderão ser utilizados como referência ou adaptados a diferentes contextos, objetivos e exigências institucionais, recomendando-se sempre a respetiva adequação jurídica.
Arquivos teatrais
[Conceitos base em torno do arquivo teatral]
Ferreira, R. (2026) [Recurso imediato] <português PT>
Este documento consiste num recurso metodológico digital dedicado à sistematização de conceitos base associados ao arquivo teatral, à preservação documental e à gestão de riscos aplicados a documentos físicos e digitais no contexto das artes performativas. Estruturado em diferentes núcleos temáticos, o documento reúne definições operativas, procedimentos, exemplos de evidências e princípios fundamentais relacionados com organização, conservação, classificação, acesso e salvaguarda de acervos teatrais.
O recurso aborda noções como arquivo teatral, fundo documental, série documental, descrição arquivística, preservação física e digital, gestão de riscos, segurança, acessos, metadados, obsolescência tecnológica, backups e preservação audiovisual, articulando dimensões conceptuais, técnicas e operativas. Destina-se a apoiar investigadores, estudantes, artistas, estruturas culturais e responsáveis por arquivos interessados em metodologias de organização, preservação, documentação e continuidade da memória teatral.
[Gestão de riscos físicos e digitais no processo arquivístico]
Ferreira, R. (2026) [Recurso imediato] <português PT>
Este documento consiste num recurso metodológico digital dedicado à identificação, prevenção e mitigação de riscos associados à preservação de documentos físicos e digitais no contexto arquivístico. Estruturado em diferentes núcleos temáticos, o recurso reúne definições operativas, procedimentos e exemplos de boas práticas relacionados com conservação, segurança, armazenamento, monitorização e continuidade do acesso à informação.
O documento aborda riscos físicos — como humidade, poeiras, bolor, pragas, incêndio, inundação ou acondicionamento inadequado — e riscos digitais associados à obsolescência tecnológica, falhas de hardware, corrupção de dados, dependência de plataformas, cibersegurança e preservação audiovisual. Paralelamente, integra estratégias de resposta, organização documental, gestão de acessos, backups, migração de suportes e preservação de conteúdos digitais e web. Destina-se a apoiar investigadores, estudantes, artistas, estruturas culturais e responsáveis por arquivos na implementação de práticas de preservação, gestão de risco e salvaguarda da memória documental no âmbito das artes performativas e dos arquivos contemporâneos.
[Instrumentos de diagnóstico e inventariação de arquivos teatrais]
Ferreira, R. (2026) [Recurso imediato]
<Português PT>
A Ficha de Inventário Preliminar/Coleção e o QACIA – Questionário de Avaliação e Caracterização Inicial de Arquivos como instrumentos complementares para identificar, caracterizar e avaliar arquivos de organizações teatrais.
A Ficha permite sistematizar informação essencial sobre cada fundo ou coleção, incluindo identificação, dimensão, conteúdo, organização, história custodial e condições de acesso. O QACIA aprofunda esse diagnóstico, recolhendo dados sobre a entidade teatral, os responsáveis pelo arquivo, os suportes existentes, o estado de conservação, os critérios de organização e o grau de acessibilidade.
Em conjunto, estes documentos permitem articular inventariação e avaliação, contribuindo para mapear arquivos dispersos, compreender o seu estado de preservação e promover futuras ações de descrição, digitalização, investigação e difusão pública.
[Manual de Práticas Arquivísticas]
Ferreira, R. (2026) [Recurso imediato] <português PT>
O Manual de Práticas Arquivísticas constitui um instrumento orientador para a organização, descrição, preservação e gestão de documentos no contexto das artes performativas, com particular enfoque nas especificidades do arquivo teatral. Partindo do reconhecimento da natureza efémera do espetáculo e da centralidade dos processos criativos, este manual estabelece um conjunto de princípios, critérios e procedimentos que visam garantir a integridade, a coerência e a acessibilidade dos materiais produzidos ao longo das diferentes fases de criação, produção e apresentação.
Estruturado de forma sistemática, o manual define normas para a classificação hierárquica dos documentos, a normalização da descrição arquivística, a atribuição de metadados e a organização de arquivos físicos e digitais. Inclui ainda orientações específicas para a recolha e tratamento de documentos de processo — como cadernos de ensaio, versões de texto, registos audiovisuais, plantas técnicas e ficheiros digitais — reconhecendo o seu valor enquanto testemunhos fundamentais para a análise genética e a investigação em estudos teatrais.